Sem chuva e com umidade relativa do ar baixa, está difícil respirar em Rio Preto

Publicado dia 7 de julho de 2010

Fonte: Rede Bom Dia

esde o dia 5 de junho – quando choveu o equivalente a 12,4 milímetros e a umidade relativa do ar chegou a 65% – Rio Preto respira mal.

No dia 19 do mês passado, o registro foi de 24%. A partir de sexta, a média voltou a cair. No domingo e anteontem foi de 27% e ontem ficou em 33%.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), índices entre 30% e 20% requerem atenção à saúde.

Crianças e idosos são as principais vítimas de doenças respiratórias nessa época por terem mecanismos de defesa em formação ou debilitados.

É o caso da pequena Gabriela Oliveira Domingo, 4 anos, que faz inalação na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Solo Sagrado. A menina e outros 11 pacientes passaram pela unidade ontem.

“Toda vez que muda o tempo, ela fica com tosse”, diz a avó Maria Tereza Almeida, 43.

A meteorologista Mônica Lima, do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), afirma que não há previsão de chuvas na cidade até o fim de semana, mas a umidade relativa do ar deve melhorar por causa de áreas de instabilidade em Minas Gerais e no norte de São Paulo, que provocam precipitações isoladas.

Para prevenir sintomas de alergias e infecções, o pneumologista infantil e professor da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto) João Batista Salomão Júnior sugere que se redobre a higiene em casa e se espalhe recipientes com água.

“É importante usar soro fisiológico para umedecer as narinas, colocar toalhas úmidas ou bacias com água no quarto antes de dormir e evitar banhos quentes”, disse o médico.

Asma e rinite

Um estudo coordenado pela alergologista Eliana Toledo, da Famerp, em 2004, que deve ser publicado neste segundo semestre no exterior, mostra que 16% dos adolescentes de Rio Preto têm asma e 24%, rinite.

A equipe avaliou cerca de 5 mil estudantes locais de 13 a 14 anos com um questionário padrão do Isaac (International Study of Asthma and Allergies in Childhood), usado em quase 300 países.

Durante a pesquisa, observou-se que a rinite é mais comum entre os meses de abril a setembro, quando coincidentemente o tempo fica mais frio e seco.

O material também aponta uma correlação entre a asma e o nível sócio-econômico dos pacientes.

Na zona norte, onde os salários e o grau de escolaridade materno são mais baixos, a incidência da doença é maior – 18%. Já na zona oeste, onde os fatores são opostos, há o menor número de asmáticos – cerca de 9%.

“Percebemos que em classes inferiores há mais moradores na casa, mais ácaros e mais fumantes, por exemplo”, justifica.

Estudo semelhante foi feito com crianças de Mendonça para considerar a frequência de doenças alérgicas causadas pela queima da cana. Os resultados devem ser divulgados no fim do ano.

www.riopretoweb.com.br © 2010 Rio Preto Web