Rio Preto recuperou as quatro posições perdidas no ano passado e voltou a ocupar a 28ª posição no ranking de 2010 entre as melhores cidades do País para se fazer carreira. A posição é a mesma do ano de 2008. É o que revela a pesquisa anual realizada pelo professor Moisés Balassiano, da Fundação Capixaba de Pesquisas em Administração, Contabilidade e Economia (Fucape), de Vitória (ES).
A pesquisa é realizada a pedido da revista Você S/A, de circulação nacional. De acordo com o levantamento, Rio Preto ficou na 58ª colocação no quesito educação, na 44ª no quesito vigor econômico e na 12ª posição no indicador saúde. No item vigor econômico, que tem peso médio, a cidade ganhou 20 colocações. Em 2009, Rio Preto estava na 64ª posição e passou para a 44ª colocação.
O item educação, de maior peso, perdeu quatro colocações, passando da 54ª colocação em 2009 para a 58ª neste ano. O único indicador que não sofreu alteração neste ano foi o de saúde, que tem o menor peso dentro da metodologia. Manteve-se na 12ª colocação. “Sem dúvida, a melhora do item vigor econômico foi o responsável por Rio Preto subir quatro posições, apesar da piora na oferta de educação superior”, afirmou Balassiano.
A pesquisa também separa os rankings entre as cidades que não são capitais de Estado. Neste levantamento, Rio Preto está na 14ª colocação. O resultado também é melhor do que no ano passado, já que foram recuperadas quatro posições. Em 2009, ficou na 18ª posição. A pesquisa completa ainda não foi divulgada. O professor Balassiano informou apenas o extrato relativo a Rio Preto.
Metodologia
A metodologia da pesquisa observa, no item educação, a quantidade de cursos de graduação, mestrado, doutorado e número de graduados. O vigor econômico considera o Produto Interno Bruto (PIB) per capita divulgado pelo IBGE e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) per capita. No quesito saúde, são avaliados a oferta de leitos e o número de profissionais do setor.
O diagnóstico abrange 127 cidades brasileiras, considerando as mais populosas e com os maiores depósitos bancários à vista. Participam da pesquisa cidades com mais de 170 mil habitantes e com depósitos superiores a R$ 210 milhões. A partir desse extrato, o universo de mais de 5,5 mil localidades caiu para uma amostra de 103 municípios. Depois, outras 24 cidades foram incluídas por critérios qualitativos. Os dados que embasam a pesquisa são do IBGE, Ministério da Saúde, Tesouro Nacional e Ministério da Educação, entre outros.
Diversificação da economia favorece
Segundo o economista Joelson Gonçalves de Carvalho, a diversificação da economia de Rio Preto beneficia a cidade no quesito município para fazer carreira. Ao contrário do que ocorre com cidades onde há concentração de um tipo de atividade, mesmo que seja desenvolvida economicamente. “Rio Preto tende a ficar nas primeiras colocações desse tipo de pesquisa por conta da diversificação econômica.”
Carvalho destaca ainda a questão educacional, não apenas do local, mas também das pessoas que buscam oportunidades de emprego. “Quanto melhor a cidade em relação à carreira, a tendência é que se consolide e fique mais visada por quem busca estabilidade na carreira.”
Para o economista Hipólito Martins Filho, os resultados apresentados por Rio Preto atraem as pessoas não apenas pelo potencial de trabalho, mas também pela qualidade de vida. “Além disso, empresas são atraídas pelo vigor econômico, possibilidade de encontrar mão de obra qualificada, já que nosso setor educacional é muito forte, com perspectivas de desenvolvimento sustentável.”
De acordo com a economista Emília de Toledo Leme, assistente da Secretaria de Planejamento de Rio Preto, os números indicam a melhora da economia do País como um todo e principalmente de municípios mais bem preparados para aproveitar o bom momento. “Rio Preto está respondendo ao estímulo positivo do ambiente econômico de crescimento, o que significa que está pronto para um salto ainda maior”, afirmou.
Objetivo
De acordo com o professor Moisés Balassiano, a pesquisa tem como objetivo medir o potencial de desenvolvimento profissional dos habitantes. “Cabe ao setor público, na definição de suas políticas públicas de atração de empresas que possam gerar empregos, e do setor privado, no aproveitamento dessas condições, a responsabilidade de concretizar tais potencialidades por meio de ações específicas.”
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